Segurança cibernética exige prevenção contínua e gestão integrada de riscos nas empresas
Escrito por: Horiens - 03/11/2026
Avanço da digitalização e uso de inteligência artificial ampliam desafios de proteção de dados e reforçam a importância de monitoramento, capacitação e resposta a incidentes
A crescente digitalização das operações empresariais, impulsionada pela inteligência artificial e pela integração de sistemas, tem ampliado a exposição das organizações aos riscos cibernéticos. Nesse cenário, identificar vulnerabilidades, manter sistemas atualizados e fortalecer mecanismos de proteção são medidas essenciais para reduzir a exposição a ataques e preservar a continuidade dos negócios.
O tema ganha relevância em outubro, Mês da Conscientização sobre Segurança Cibernética, e reforça a necessidade de uma abordagem preventiva que considere a infraestrutura tecnológica, o comportamento dos profissionais e a participação da liderança nas decisões sobre segurança da informação.
Prevenção começa pelo conhecimento dos riscos
A gestão de riscos cibernéticos exige uma visão integrada, que envolve avaliações de vulnerabilidades, monitoramento contínuo e políticas de governança. Entre os principais pontos de atenção estão a exposição de sistemas à internet, a frequência das atualizações de segurança e as tentativas de manipulação de usuários por meio da engenharia social.
Segundo Marcelo Vitório, Gerente de TI da Horiens, a aplicação de correções de segurança, conhecidas como patches, está entre os desafios recorrentes identificados nas avaliações de vulnerabilidade. A ausência dessas atualizações pode deixar sistemas expostos a falhas exploradas por criminosos digitais.
“A parte técnica e a governança corporativa precisam caminhar juntas. Um dos pontos que mais encontramos nas análises de vulnerabilidade é a necessidade de manter uma rotina de atualização dos sistemas. Ao mesmo tempo, é fundamental que as pessoas estejam treinadas, porque a engenharia social continua sendo uma das principais portas de entrada para ataques”, explica Marcelo.
A prevenção também depende de uma aproximação entre as equipes de tecnologia e a alta liderança. A identificação de riscos precisa ser acompanhada de planos de ação e decisões de investimento que considerem a criticidade dos sistemas e os possíveis impactos de uma interrupção das operações.
Tecnologia e conscientização devem caminhar juntas
Embora ferramentas de monitoramento, autenticação multifator e backups segregados sejam importantes para a segurança digital, a preparação dos profissionais permanece essencial. Tentativas de phishing, mensagens fraudulentas e o uso inadequado de ferramentas digitais demonstram como o comportamento humano pode influenciar a exposição das empresas.
“Não adianta ter uma estrutura tecnológica robusta e uma boa apólice se não houver conscientização. O elemento humano é fundamental em qualquer processo de mitigação de riscos. Por isso, treinamentos, ferramentas de monitoramento e avaliações contínuas de vulnerabilidade precisam caminhar juntos”, destaca Thiago Vianna, Gerente de Riscos e Seguros da Horiens.
O avanço da inteligência artificial acrescenta novos desafios a essa discussão. Embora a tecnologia possa ampliar a produtividade e apoiar diferentes processos, seu uso sem critérios de governança pode aumentar o risco de exposição de informações sensíveis. A definição de políticas de utilização, controles de acesso e mecanismos de validação dos resultados passa a integrar as estratégias de segurança das organizações.
“A inteligência artificial pode trazer ganhos importantes de produtividade, mas também pode se tornar uma fonte de vazamento de informações. As empresas precisam definir como essas ferramentas serão utilizadas, como ocorrerá a integração com seus sistemas e de que maneira as informações produzidas serão validadas. A participação humana continua sendo fundamental nesse processo”, afirma Marcelo.

Seguro cyber como parte de uma estratégia integrada
A preparação para incidentes também envolve planos de resposta, procedimentos de recuperação e estratégias de comunicação em situações de crise. Um ataque pode interromper operações, comprometer dados de terceiros e provocar prejuízos financeiros e reputacionais.
Nesse contexto, o seguro cyber integra uma estratégia mais ampla de proteção. A avaliação prévia de vulnerabilidades e a implementação de medidas corretivas podem contribuir para reduzir a exposição das organizações e influenciar as condições de contratação das apólices, conforme a análise de risco realizada pelas seguradoras.
“Nosso papel vai além da corretagem e da colocação do risco. Buscamos atuar como consultores, entendendo as vulnerabilidades de cada cliente e construindo, em conjunto, planos de ação para mitigá-las. Isso contribui para fortalecer a governança de segurança e viabilizar uma transferência de riscos mais adequada”, explica Thiago.
Em um ambiente de crescente dependência tecnológica, a segurança cibernética exige atenção permanente. A combinação entre ferramentas de proteção, capacitação profissional e gestão integrada de riscos contribui para fortalecer a resiliência das empresas diante dos desafios do ambiente digital.
