Horiens debate sobre BESS na XXIII edição do Comitê do Setor Elétrico da ABGR
Escrito por: Horiens - 10/09/2026
Encontro reuniu empresas do setor para discutir inovação, transição energética e os novos desafios relacionados à expansão dos sistemas de armazenamento de energia no Brasil.

Entre os dias 8 e 10 de setembro, a Horiens participou da XXIII edição do Comitê do Setor Elétrico da ABGR, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes das principais empresas do setor para discutir temas que acompanham as transformações e os desafios atuais do mercado de energia.
A Horiens esteve representada por Carlos Eduardo Lichtenberger Jr., Diretor de Riscos e Seguros, Matheus Chammas, Diretor de Seguros Garantia, Crédito e Risco Político, e Ingrid Gregório, Gerente de Riscos e Seguros. Durante a programação, Carlos conduziu uma apresentação sobre os desafios do curtailment e a inovação no Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), com foco nos Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias, os BESS, e nos aspectos de riscos associados à essa tecnologia no Brasil.
O avanço das fontes renováveis amplia a importância do armazenamento de energia para a estabilidade e a eficiência do sistema elétrico. Dados apresentados durante o encontro mostram que o crescimento de MMGD, eólica e solar alcançará 22.823 MW em 2030, representando parcela relevante da expansão da capacidade instalada para todo o sistema. Ao mesmo tempo, a maior presença de fontes renováveis traz desafios relacionados à previsibilidade da geração, ao equilíbrio entre oferta e demanda.
Nesse cenário, os BESS funcionam como sistemas capazes de armazenar energia elétrica e disponibilizá-la novamente quando necessário. Entre suas aplicações estão a estabilização da rede, o maior aproveitamento das energias renováveis, a redução de perdas e o aumento da confiabilidade e da eficiência do sistema.
A perspectiva de avanço dessa tecnologia no país também coloca a gestão de riscos no centro da discussão. O material apresentado abordou aspectos relacionados a falhas de fabricação, sobrecarga e sobreaquecimento, falhas nos sistemas de controle, curtos-circuitos, condições ambientais e questões de projeto, instalação e operação.
“A expansão dos sistemas de armazenamento traz novas possibilidades para o SEB e também novas variáveis que precisam ser consideradas na gestão de riscos. Tecnologia, características do projeto, fornecedores, garantias e localização são alguns dos fatores que ganham relevância nesse cenário. A evolução dos BESS exige que o mercado acompanhe essas transformações e aprofunde cada vez mais o conhecimento sobre os riscos envolvidos”, afirma Carlos
A participação no Comitê reforça a atuação da Horiens próxima aos setores em transformação e às discussões que ajudam empresas a compreender riscos emergentes, antecipar cenários e tomar decisões mais bem informadas.
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